sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...


Vinicius de Moraes

Um comentário:

  1. Olá Tania:
    Visitei teu blog e achei que ficou muito bom, criativo e com muitas informações, além de estar bem colorido.
    Acredito que trabalhar a leitura com nossos alunos é fundamental, pois é através dela que se constrói um vocabulário rico, possibilitando uma melhor argumentação sobre qualquer tema.
    Parabéns pelo seu trabalho e continue incentivando a leitura nos seus alunos.

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