terça-feira, 30 de outubro de 2012

LIVROS!!!

"Livros não mudam o mundo,
quem muda o mundo são as pessoas.
Os livros só mudam as pessoas."

Mário Quintana

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Eduardo e Mônica

     A turma E do Programa Mais Educação, da Escola Estadual Floriano Peixoto, no município de Engenho Velho trabalhou com a música Eduardo e Mônica da banda Legião Urbana. Após visualizarem o clipe da música, os eduacandos analisaram a letra da mesma e realizaram uma pesquisa sobre a banda Legião Urbana e a história da letra "Eduardo e Mônica", logo em seguida os mesmos, responderam alguns questionamentos de interpretação e compreensão.

    Análise:
1) Imagine e descreva o lugar onde Mônica e Eduardo se conheceram?
2) Eduardo e Mônica é letra de uma música. Em que meio de comunicação ela foi publicada?
3) A que leitor e/ou público esse texto se destina?
4) Qual foi a reação de Eduardo e de Mônica quando souberam que o filho estava de recuperção? Justifique com palavras do texto.
5) Leia: "Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e do Rimbaud". Pesquise e converse com seus colegas quem são as pessoas de quem Eduardo e Mônica gostavam. Escreva no seu caderno as principais informações a respeito de cada uma delas, e no final, compare as anotações com as de seus colegas.
6) Leia e reflita:  “e o Eduardo estava no esquema escola-cinema- clube-televisão”. Para você o que quer dizer: “escola-cinema- clube – televisão”. Comente com suas palavras.
7) Em sua opinião, há razão "nas coisas feita pelo coração”?
8) Você já tinha ouvido essa música antes?
9) Para você, qual é o objetivo das músicas, para que elas servem? Você, ao ouvir as músicas que mais gosta, reflete sobre o assunto nrla contida?
10) Das alternativas abaixo, qual palavra poderia substituir o elemento sublinhado no verso: "que existe razão"; sem alteração de sentido?
a) existem;
b) há
c) tem;
d) logo.

Para finalizar houve um diálogo com exposição das ideias e reflexão sobre os questionamentos.
Fonte:  Jornal Educmania.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

1. Plano de Aula: O uso da linguagem informal nas redes sociais



2.        Turma de aplicação: 8ª série do turno da tarde da Escola Municipal Santa Terezinha
3.        Tempo de duração: quatro períodos
4.        Recursos Utilizados: Cópia dos textos, computador, internet e material de uso diário.
  5. Objetivo geral:
 Analisar as formas de escrita usadas em Chat ou em outras ferramentas de comunicação virtual em tempo real, de forma dinâmica, possibilitando a participação de todos os educandos.
 6. Objetivos específicos:
- Discutir as vantagens e desvantagens do uso de abreviaturas de palavras em Chat e outros meios de comunicação.
- Reconhecer abreviaturas de palavras utilizadas nos Chat relacionando-as com a norma culta.
- Refletir sobre a importância de conhecer e empregar a escrita na norma culta.
- Estimular a leitura, a escrita.
7. Atividades:
Inicialmente, a professora fará uma conversação sobre o uso das redes sociais, perguntando: vocês sabem o que é rede social, quais os sites que fazem parte das redes sociais? Para que servem as redes sociais? Vocês utilizam as rede sociais? Quais? Qual o objetivo que vocês possuem quando usam as redes sociais? Que linguagem é usada nas redes sócias? A linguagem das redes sociais é diferente da linguagem que usamos na escola, com os pais ou em um ambiente de trabalho? Por que será? Hoje iremos trabalhar com dois textos que retratam a questão do uso das redes sociais e a  linguagem.
Então a professora distribuirá os seguintes textos para a turma ler: “A evolução (?) da língua em tempos de Internet” e o “Texto de Arnaldo Jabor sobre o MSN”.


A evolução (?) da língua em tempos de Internet.

Ainda ontem eu estava navegando pelo Orkut, matando o tempo ocioso no trabalho e mantendo contato com amigos distantes e nem tão distantes assim, até que vi a frase “fexada para balanço” no perfil de uma universitária de 27 anos, que freqüentou bons colégios, tirava boas notas e enfim... por que diabos ela escrevera uma palavra tão comum e usual assim com “X”, ao invés da forma “oficialmente correta”?!?! Ok! Todos nós somos passíveis de erro na hora de escrever, até mesmo nas mais simples palavras. Não estou aqui para crucificar ninguém, quando eu mesmo erro, também. Proponho uma discussão sobre a evolução da língua.
          Nunca houve dúvidas de que o surgimento e a popularização da Internet influenciariam a maneira de nos comunicarmos. E a revolução se deu não apenas no veículo, mas em uma série de elementos, no qual se encontra a linguagem. Pode-se dizer que a Internet mudou a maneira de fazer jornalismo, a maneira de dar aulas, de fazer compras e até mesmo de compor um texto. A rede nos enroscou de tal forma que hoje em dia é impossível imaginar o mundo sem ela. Uma das grandes "soluções" oferecidas pela net (podemos chamá-la assim, com intimidade), os programas de mensagem instantânea deixaram de ser mania e passaram a ser hábito. Hoje é comum que dois vizinhos conversem via "chat", mesmo que morem lado a lado. Além do hábito, há também a facilidade de conversar com alguém do outro lado do mundo numa agilidade absurdamente maior que a carta e com um custo muito mais barato que o telefone. As possibilidades são infinitas e essa familiaridade com a escrita no mundo virtual quebra paradigmas.
          Percebe-se que a rapidez na troca de informações pela internet é muito grande. Mesmo que o internauta seja ágil aos teclados, há sempre uma possibilidade e uma necessidade de ser mais prático, mais veloz. Nos chats, observamos que essa eficiência é alcançada com a mudança na forma de escrever as palavras. Também há de se considerar que nossa forma de grafar as palavras nasceu numa época em que nem se cogitava em sonhos a atual realidade, o que serve para analisar a necessidade de sua evolução. Não servem as palavras para facilitarmos nossa comunicação? e se essa "facilidade" dificultar o processo, ao invés de honrar seu nome? Aí se encontra a problemática do assunto: A linguagem utilizada nas "salas de bate-papo" deturpa o português universal, compreendido por quem sabe o idioma? ou ela é apenas uma demonstração de que a evolução de nossa língua se faz necessária e acontece de uma maneira livre, ou seja: cada um cria sua regra e pronto, basta sair apertando as letrinhas das teclas e ir montando os fonemas da maneira que bem convir a cada um?
             Minha tendência é acreditar na facilidade, e a padronização me parece ser a maneira mais fácil de se estabelecer códigos para a comunicação. Imagine uma criança aprendendo a escrever: um dia ela aprende a escrever CASA, outro dia KASA, num terceiro KAZA... se ela morar num edifício, coitada... e pior: que tal deixarmos livre a grafia de “sorvete de coco”? Percebeu o problema? Um simples e negligenciado acento gráfico faz diferença. E que diferença! Por isso, acredito que o livre uso do português, ao invés de facilitar, dificulta a comunicação. Mas sou a favor de um uso mais flexível da nossa língua, que acolhe abreviações para dar mais agilidade, que traz a liberdade poética para o texto comum, no intuito de dar ritmo às frases, que descarta o português arcaico em favor da simplicidade para ser mais inteligível.
             Tudo bem, reconheço que a questão da escrita em dias de Internet camufla vários problemas. A praticidade e evolução da língua são, muitas vezes, usadas como desculpas de um ensino básico sem qualidade e da preguiça mesmo. A sofisticação e a evolução são as justificativas para assassinarmos a nossa gramática, quando, na verdade, erra-se, muitas vezes, por desconhecimento ou preguiça. Diga-me se o argumento de abreviar ou dar agilidade à comunicação explica o fato de se escrever “fexada” ao invés de “fechada”... Na primeira palavra temos 6 teclas, na segunda temos 7. Ora, que abreviação é essa? Eis a preguiça que prejudica.
            O interessante é notar que, com o passar dos anos, as pessoas navegam cada vez mais cedo nesse mar de informações. É claro que a influência da internet e sua linguagem é maior nas mais novas gerações, o que torna a discussão mais pertinente ainda com o passar do tempo. Como vamos lidar com as palavras daqui para frente? Não dá para voltar a escrever “farmácia” com “PH”, muito menos passar a escrever “fechada” com “X”.


Texto de Arnaldo Jabor sobre o MSN



Sempre odiei o que a maioria das pessoas fazem com os seus MSN’s.
Não estou falando desta vez dos emoticons insuportáveis que transformaram a leitura em um jogo de decodificação, mas as declarações de amor, saudades, empolgação traduzidas através do nick.
O espaço ‘nome’ foi criado pela Microsoft para que você digite O NOME que lhe foi dado no batismo.
Assim seus amigos aparecem de forma ordenada e você não tem que ficar clicando em cima dos mesmos pra descobrir que ‘Vendo Abadá do Chiclete e Ivete’ é na verdade Tiago Carvalho, ou ‘Ainda te amo Pedro Henrique’ é o MSN de Marcela Cordeiro. Mas a melhor parte da brincadeira é que normalmente o nick diz muito sobre o estado de espírito e perfil da pessoa.
Portanto, toda vez que você encontrar um nick desses por aí, pare para analisar que você já saberá tudo sobre a pessoa…
            ‘A-M-I-G-A-S o fim de semana foi perfeito!!!’ acabou de entrar. Essa com certeza, assim como as amigas piriguetes (perigosas), terminou o namoro e está encalhadona. Uma semana antes estava com o nick ‘O fim de semana promete’. Quer mostrar pro ex e pros peguetes (perigosos) que tem vida própria, mas a única coisa que fez no fim de semana foi encher o rabo de Balalaika, Baikal e Velho Barreiro e beijar umas bocas repetidas. O pior é que você conhece o casal e está no meio desse ‘tiroteio’, já que o ex dela é também conhecido seu, entra com o nick ‘Hoje tem mais balada!’, tentando impressionar seus amigos e amigas e as novas presas de sua mira, de que sua vida está mais do que movimentada, além de tentar fazer raiva na ex.
‘Polly em NY’ acabou de entrar. Essa com certeza quer que todos saibam que ela está em uma viagem bacana. Tanto que em breve colocará uma foto da 5ª Avenida no Orkut com a legenda ‘Eu em Nova York’. Por que ninguém bota no Orkut foto de uma viagem feita a Praia-Grande – SP ?
‘Quando Deus te desenhou ele tava namorando’ acabou de entrar. Essa pessoa provavelmente não tem nenhuma criatividade, gosto musical e interesse por cultura. Só ouve o que está na moda e mais tocada nas paradas de sucesso. Normalmente coloca trechos como ‘Diga que valeuuu’ ou ‘O Asa Arreia’ na época do carnaval.
Por que a vida faz isso comigo?’ acabou de entrar. Quando essa pessoa entrar bloqueie imediatamente. Está depressiva porque tomou um pé na bunda e irá te chamar pra ficar falando sobre o ex.
‘ Maria Paula ocupada prá c** ‘ acabou de entrar. Se está ocupada prá c**, por que entrou cara-pálida? Sempre que vir uma pessoa dessas entrar, puxe papo só pra resenhar; ela não vai resistir à janelinha azul piscando na telinha e vai mandar o trabalho pro espaço. Com certeza.
‘Paulão, quero você acima de tudo’ acabou de entrar. Se ama compre um apartamento e vá morar com ele. Uma dica: Mulher adora disputar com as amigas. Quanto mais você mostrar que o tal do Paulão é tudo de bom, maiores são as chances de você ter o olho furado pelas sua amigas piriguetes(perigosas).
‘Marizinha no banho’ acabou de entrar. Essa não consegue mais desgrudar do MSN. Até quando vai beber água troca seu nick para ‘Marizinha bebendo água’. Ganhou do pai um laptop pra usar enquanto estiver no banheiro, mas nunca tem coragem de colocar o nick ‘Marizinha matriculando o moleque na natação’.
‘ < . ººº< . ººº< / @ || e $ $ ! || |-| @ >ªªª . >ªªª >’ acabou de entrar. Essa aí acha que seu nome é o Código da Vinci pronto a ser decodificado. Cuidado ao conversar: ela pode dizer ‘q vc eh mtu déixxx, q gosta di vc mtuXXX, ti mandá um bjuXX’.
‘Galinha que persegue pato morre afogada’ acabou de entrar. Essa ai tomou um zig e está doida pra dar uma coça na piriguete que tá dando em cima do seu ex. Quando está de bem com a vida, costuma usar outros nicks-provérbios de Dalai Lama, Lair de Souza e cia.
‘VENDO ingressos para a Chopada, Camarote Vivo Festival de Verão, ABADÁ DO EVA, Bonfim Light, bate-volta da vaquejada de Serrinha e LP’ acabou de entrar. Essa pessoa está desesperada pra ganhar um dinheiro extra e acha que a janelinha de 200 x 115 pixels que sobe no meu computador é espaço publicitário.
‘Me pegue pelos cabelos, sinta meu cheiro, me jogue pelo ar, me leve pro seu banheiro…’ acabou de entrar. Sempre usa um provérbio, trecho de música ou nick sedutores. Adora usar trechos de funk ou pagode com duplo sentido. Está há 6 meses sem dar um tapa na macaca e está doida prá arrumar alguém pra fazer o servicinho.
‘Danny Bananinha’ acabou de entrar. Quer de qualquer jeito emplacar um apelido para si própria, mas todos insistem em lhe chamar de Melecão, sua alcunha de escola. Adora se comparar a celebridades gostosas, botar fotos tiradas por si mesma no espelho com os peitos saindo da blusa rosa. Quer ser famosa. Mas não chegará nem a figurante do Linha Direta.
Bom é isso, se quiserem escrever alguma mensagem, declaração ou qualquer coisa do tipo, tem o campo certo em opções ‘digitem uma mensagem pessoal para que seus contatos a vejam’ ou melhor, fica bem embaixo do campo do nome!! Vamos facilitar!!!!
Arnaldo Jabor


Os alunos deverão realizar a leitura e interpretação do texto, após cada aluno deverá relatar para o grupo o que achou sobre o assunto, qual a sua opinião sobre o mesmo, o que mais lhe chamou atenção, entre outros aspectos que achar pertinente. Logo após realizarão as atividade de interpretação e compreensão dos textos no próprio blog (respondendo como forma de comentários).


Atividades de compreensão e interpretação
1. Qual o tema principal dos textos que vocês leram?
2. De que forma a internet tem influenciado no comportamento dos indivíduos?
3. Vocês são a favor ou contra o uso dessa linguagem nas redes sociais? Por quê?
4. Por que alguns programas deixaram de ser mania e passaram a ser hábito?
5. A internet tem se tornado muito acessível a várias camadas sociais que influencias ou mudanças ela tem provocado na vida das pessoas?
6. O que vocês entendem por “nome”? Por que vocês acham que as pessoas se utilizam deste “Nicks” para expressarem sentimentos, vontades, desejos?
7. Vocês já agiram desta forma para se identificar?
8. O que vocês pensam sobre isto após lerem os textos?

segunda-feira, 18 de junho de 2012

E por falar em leitura na escola Amândio Araújo...





O aluno precisa ser livre e oportunizado desde a infância. Se o professor quer ensinar a gostar de ler, deve começar a transformar a leitura numa atividade livre, pois tudo o que se faz por obrigação tende a ficar monótono. Os professores devem transformar a sala de aula em um espaço prazeroso, onde aluno e professor sejam cúmplices do saber.

O aluno hoje, possui acesso a uma multiplicidade de situações que o insere no mundo, demonstrando no cotidiano a utilidade de saber ler juntamente com o aprender. Deve-se sempre respeitar a escolha e a versão dos alunos por determinados livros. Com o passar do tempo ouvindo a opinião dos colegas e do professor sobre determinados livros, os alunos vão se interessar pelos que ainda não leram. Por isso é fundamental que a leitura seja estimulada, orientada, fundamentada, discutida e principalmente que seja de forma espontânea e não “imposta” como uma obrigação ou dever.


O aluno motivado cria interesse que nem ele mesmo percebe, mas que lhe causa prazer como as histórias ambientais, os livros de aventuras, contos de fadas...; etc., pois tem a necessidade de autoafirmação e busca de ideias, conselhos e entretenimento.

Diz Richard “o exemplo e a imagem do professor exercem grande influência nos primeiros anos de escola” (Bamberger, 1991 p.165). Se o aluno se identificar com o professor que gosta de ler, certamente ele será um leitor favoravelmente influenciado. Por isso o professor precisa mostrar alguns livros seus e deixar na sala para que ele possa lê-los.

O objetivo da escola é formar leitores capazes de compreender os diferentes textos, objetivos, ambientes, homens e situações com as quais se defrontam, sendo assim precisa-se organizar um trabalho educativo para que os educandos experimentem e aprendam isso na escola.“... o leitor utiliza o que ele já sabe o conhecimento adquirido ao longo de sua vida. São vários os níveis de conhecimento que entram em jogo durante a leitura. (Kleiman, p.13)”.

O desafio é resgatar o hábito e a necessidade da leitura, não aquela leitura vulgar que se tem hoje na grande rede mundial de computadores, mas sim a culta, que aperfeiçoa a opinião, a criatividade e discernimento dos leitores. É com esse intuito, que vem sendo desenvolvido um projeto de prática de leitura constante com os alunos da Escola Amândio Araújo com as turmas do 3º ano 2º ciclo, 1º ano 3º ciclo, 2º ano 3º e 3º ano 3º ciclo, sendo que na disciplina de Português os mesmos são acompanhados e orientados a realizarem leituras de obras literárias diversas, bem como revistas, jornais e demais materiais, após as leituras os alunos realizam atividades como: ficha de leitura, seminários e hora do conto.




sexta-feira, 16 de março de 2012

A HISTÓRIA DA PARTEIRA CLEMENTINA AGATTI
 
Daiane Roso Carini

Tânia Maria Agatti Roso

Atualmente vivemos em um mundo que esta em constante evolução, sobretudo para a área da medicina, pois vários são os avanços das pesquisas, descobertas de novos tratamentos para doenças, novos remédios e novas áreas de estudo da medicina surgem a cada dia. Contudo, não podemos renegar nosso passado que foi de muito sofrimento e aprendizado para que pudéssemos chegar aos dias atuais com resultados visíveis a todos.

No município de Constantina, a história não difere muito da grande maioria dos municípios, sabemos, pois que a colonização e ocupação da região Norte do Rio Grande do Sul ocorreu a partir do final do século XIX, com a implantação das colônias públicas e privadas. Desta forma os povoados recém-criados possuíam inúmeras dificuldades, dentre elas a questão do atendimento médico e hospitalar, sendo que para ter acesso a esse serviço era necessário deslocar-se para outras regiões como Palmeira das Missões ou Passo Fundo e as condições financeiras não permitiam pagar um médico, precisamente às pessoas dependiam muito de parteiras, curandeiros, benzedores etc.

Clementina Pires Agatti nasceu em 09 de novembro de 1897, na cidade de Roca Sales distrito de Estrela. Filha de Serafim Pires e Josephina Veneigue Pires casou-se com André Agatti no dia 05 de junho de 1926 e foram morar em Guaporé, anos mais tarde; por volta de 1929 mudaram-se para Carazinho e abriram uma casa comercial. Foi na cidade de Carazinho que Clementina, aprendeu o oficio de ser parteira, pois era uma pessoa de muita fé e dedicou-se muito a profissão escolhida.

No dia 15 de Janeiro de 1937 André, esposo de Clementina comprou terras em Constantina (Taquaruçú), era uma picada onde passavam os tropeiros, mas somente em 25 de fevereiro de 1938 é que vieram residir no local. Ao mesmo tempo em que plantavam as terras possuíam uma hospedaria e casa comercial.

Paralelamente as suas obrigações de cuidar da família dona Clementina, não tinha sossego, trabalhava dia e noite, pois sua fama de parteira profissional tinha se espalhado pela região. Além disso, Dona Clementina, realizava partos a domicilio, fazia longas viagens a cavalo e mantinha em sua hospedaria um quarto especial para receber as mulheres que estavam impedidas de dar a luz em suas próprias casas como, por exemplo, mães solteiras e viúvas, visto que na época a mulher sofria grande preconceito e não possuía voz ativa.

Dona Clementina, realizou mais de dois mil partos em quase 64 anos de profissão, atendeu mulheres de fazendeiros, comerciantes, bancários, trabalhadoras rurais, enfim atendia quem precisasse de seus serviços, nunca dizia não para ninguém, eram poucas as vezes que recebia pelos partos que realizava, pois não cobrava pelos serviços. Em Constantina, não foi a única parteira a ter a carreira tão longa, mas certamente foi a que mais teve prestígio e reconhecimento, acresça-se a esses fatos que médicos lhe procuravam para saber algumas práticas, pois era considerada uma mulher muito sábia. É verdade que ela não sabia ler e escrever, todavia no que se referia aos conhecimentos de mundo e, sobretudo os métodos que utilizava para curar o umbigo, a dieta alimentar e o chamado resguardo que ela recomendava a suas pacientes davam resultados positivos e seguros.

Segundo relatos de algumas pessoas houve famílias que tiveram todos os seus filhos com a Dona Clementina, como por exemplo: a senhora Alvina Marcolan, teve 8 filhos, Adeles Salvador Madalóz teve 13 filhos e Colorinda Menegazzo Giacomini,  de seus 10 filhos, 8 ela teve com o auxilio de Clementina.

No período de 1975, Dona Clementina, pelo fato da idade e por compreender que as mulheres precisavam ir ao médico, pois cada ano que passava surgia mais dificuldades nos partos, o aumento de aborto, a necessidade de acompanhamento no período gestacional, a realização de exames etc., deixou de lado sua profissão, contudo, mulheres ainda lhe procuravam para auxiliar os médicos e as pacientes a rezar.

Dona Clementina, veio a falecer recentemente, no dia 30 de maio de 2010, aos 105 anos de idade (provavelmente possuía mais idade, pois na época em que foi registrada era uma menina grande, segundo relatos Clementina possuía 113 anos).  Deixou 09 filhos, netos, bisnetos, tataranetos e tetranetos.

É inegável a importância da profissão de parteira para a sociedade da época e a história de Dona Clementina faz parte da história de muitos constantinenses através da sua profissão, deixando de lado interesses pessoais, familiares para dedicar-se em prol da sua comunidade, do coletivo e social.

 Texto publicado no livro: Constantina 50 anos de História e Histórias

sexta-feira, 9 de março de 2012

LINGUAGEM VERBAL E LINGUAGEM NÃO VERBAL

A comunicação é uma área em expansão, a qual é considerada um processo social na perspectiva sociológica, pois designa os relacionamentos dos humanos na sociedade. Mas, para que haja comunicação é preciso da fala, da escrita, das imagens e até mesmo da própria roupa utilizada, a cor, o tecido, a marca, o meio de transporte usado, enfim inúmeros signos que nos dizem muitas coisas (falam sem palavras) são considerados linguagens não verbais.
É comum visualizarmos na mídia impressa e também na televisão a utilização da imagem como um texto não verbal. Porém, tanto a linguagem não verbal e a linguagem verbal expressam significados (sentidos) utilizando assim os signos, os quais na linguagem não verbal são constituídos de formas, cores, gestos, sons musicais, imagens; enquanto na linguagem verbal o signo é constituído de pelos sons da língua (a própria fala). A palavra signo vem do latim “signum” e primitivamente, portanto, o signo já era pensado como algo que se referia a uma coisa completa, maior e da qual era extraído, contudo foi Saussure o pioneiro no estudo da semiologia, a qual é um termo, que pretendia uma ciência geral do signo, não devendo confundi-la com semântica (que é o estudo do significado da língua). Saussure disse que:
 

 O laço que une o significante e o significado é arbitrário ou, então, visto que entendemos por signo o total resultante da associação de um significante com um significado, podemos dizer mais simplesmente: o signo lingüístico é arbitrário. A idéia de mar não está associada por relação interior à sequência de sons m-a-r; poderia ser representada igualmente por outra sequência. (SAUSSURE, 1916, P.35).

 Utiliza-se a palavra texto para se referir à tessitura de sentidos, bem como na linguagem iconográfica, o enunciado como um todo, como constituindo uma totalidade coerente. Já o texto não verbal produz discursos não verbais, possibilitando o entendimento de elementos visuais que facilitam o desenvolvimento do raciocínio, tornam os indivíduos leitores capazes de interpretar e entender as imagens que o cercam.


O texto não-verbal pode, em princípio, ser considerado dominantemente descritivo, pois representa uma realidade singular e concreta, num ponto estático do tempo. Uma foto, por exemplo, de um homem de capa preta e chapéu, com a mão na maçaneta de uma porta é descritiva, pois capta um estado isolado. (MACHADO, 2004. p.4).

A leitura de imagens (a qual faz parte do texto não verbal) tem chamado a atenção dos professores e dos alunos de áreas de conhecimento que têm a imagem como objeto de interesse, sendo que a educação através da imagem implica na formação dos professores que desejam utilizar a imagem como auxiliar do processo de comunicação pedagógica e também na formação do próprio aluno para conviver no que podemos chamar de uma “sociedade da imagem”. Para trabalhar com imagens, é importante oferecer aos alunos os fundamentos necessários para produzir e interpretar imagens, de forma que esta produção e interpretação tornem-se abrangentes que possibilitem compreender o objeto artístico conforme as questões postas em cada momento histórico, em especial, àquelas de nosso próprio tempo e lugar, pois as mesmas nos permitem compreender o homem e a própria cultura. Segundo Barbosa:

Temos que alfabetizar para a leitura da imagem. Através da leitura das obras de artes plásticas estaremos preparando a criança para a decodificação da gramática visual, da imagem fixa e, através da leitura do cinema e da televisão, a prepararemos para aprender a gramática da imagem em movimento. (BARBOSA, 1991, p.34).
 

Atualmente é perceptível a importância que as TICs possuem na sociedade, em virtude da inclusão social e digital que as mesmas propiciam, sobretudo por exercerem papel fundamental como mecanismos de mediação entre a própria sociedade e o indivíduo; através das TICs, a mídia vem se tornando um sujeito manipulador que articula um fazer persuasivo. Segundo o site Wikipédia o conceito de mídias sociais (social media) precede a internet e as ferramentas tecnológicas ainda que o termo não fosse utilizado. Trata-se da produção de conteúdos de forma descentralizada e sem o controle editorial de grande grupos. Significa a produção de muitos para muitos.
Enquanto sujeitos ativos em uma sociedade e cercados de textos, imagens e, sobretudo pela mídia é fundamental saber ler, compreender, interpretar e escrever, pois não basta ler e escrever para estar inserido no mundo, caso contrário a mídia apropria-se do senso comum das pessoas através de imagens distorcidas e má interpretadas; tornando assim os sujeitos em seres alienados na sociedade do espetáculo, pois os homens não são capazes de discernir a ideologia imposta pela mídia.
No Brasil, em 1921, nascera à revista Scena Muda e em 1926, nasce a Cinearte. Ambas as revistas possuíam em seu corpo a manifestação e a inserção do esquema industrial cultural de Hollywood, com margens e marcas de aspirações nacionalistas e do idealismo estético dos colaboradores. Desta forma, é possível verificar que não é de hoje que as revistas e demais TICs estão preocupadas com a estética. Como diz Verón, a estratégia de proximidade implica em um jogo de linguagem que estabelece discursivamente uma cumplicidade entre enunciador e enunciatário e que permite, no caso específico da revista, através desse jogo, apresentar seus conselhos ao leitor. Entre as revistas sobrarão somente aquelas que tiverem conseguido construir um contrato de leitura adaptado ao domínio em questão: o sucesso (ou o fracasso) não passa pelo que é dito (o conteúdo). (VERÓN, 1983, p.219).  
Percebe-se que as revistas mencionadas O Galileu, O Mosquito e o Cruzeiro, além de serem escritas para públicos diferentes, não são da mesma época, ano, desta forma, obrigatoriamente terão temas distintos, imagens, textos variados. Contudo o que ambas possuem em comum é que as mesmas utilizam do recurso do texto verbal e texto não verbal como forma de persuadir o leitor. Ademais cada uma tem um foco de abrangência, como por exemplo, a revista O mosquito, é destinada para um público jovem e infantil e com o gênero de histórias em quadrinho, já a revista o Cruzeiro, destinada ao público adulto com o gênero fotojornalismo, enquanto a revista O Galileu é uma revista atual, destinada aos jovens e adultos interessados em assuntos ligados a ciência, história, tecnologia, religião, saúde e assuntos diversos.
Acredita-se que o texto verbal e não verbal influenciam no aprendizado dos educandos, haja vista que as exigências de leitura não ficam restritas apenas na palavra, assim ao estudar a imagem como discurso produzido pelo nao verbal é possível os elementos visuais que operam o discurso; bem como a importância do mesmo como forma de auxiliar no desenvolvimento do raciocínio lógico, na interpretaçao, na compreensão do mundo e os elementos que os cercam no cotidiano.


REFERÊNCIAS

BARBOSA, Ana Mãe Tavares Bastos. A imagem no Ensino da Arte: anos oitenta e novos tempos. São Paulo: Perspectiva, 1991.

Citação de Referências e Documentos Eletrônicos. Disponível em: http://moodleinstitucional.ufrgs.br/file.php/12090/3 Machado. Acesso em 24 de fevereiro de 2012.

Citação de Referências e Documentos Eletrônicos. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/em 24 de fevereiro de 2012.

SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de lingüística Geral. São Paulo: Cultrix, 2001.

VERÓN, Eliseo. Quand lire c’est faire: l’enonciation dans le discours de la presse écrite.Semiotique II. Paris: IREP, 1983.




ANÁLISE CRÍTICA DO VÍDEO: “DISPOSITIVO DE CONHECIMENTO BIO-ÓPTICO ORGANIZADO”



           O vídeo visualizado “Dispositivo de conhecimento bio-óptico organizado” faz uma ironia referente ao livro e ao computador, pois apresenta o livro como um recurso moderno comparando-o de certa forma com os recursos oferecidos por um computador. Sabe-se que vários pesquisadores anunciaram o fim da palavra, como por exemplo, O filósofo francês, Jean Baudrillard, consequentemente os livros também iriam desaparecer.
De fato, percebeu-se que a “aposentadoria” do livro não se concretizou, muito pelo contrário; com o surgimento de tantas tecnologias, ele permanece entre nós e vem sofrendo ao longo dos anos transformações que o tornam mais atrativo. Um exemplo disso é o surgimento dos e-books (livros virtuais) que facilitam a leitura das pessoas conectadas ao mundo tecnológico, pois ele é instrumento de comunicação que faz parte da linguagem do ser humano, sendo que essa linguagem esta cercada de regras no meio social.
Levando-se em consideração que o ato individual de se colocar a língua em funcionamento é que instaura a característica enunciativa da comunicação, e que esse ato introduz concomitantemente um locutor (condição principal para a enunciação) e um alocutário, pode-se dizer que essa relação não se fundamenta apenas no eu/tu, mas também na relação do eu/mundo, uma posição do locutor frente a tudo aquilo que pode cercá-lo.
Deste modo, pode-se dizer que a linguagem possui normas e regras e essas determinações asseguram o reconhecimento entre os interlocutores de uma comunidade. Essas marcas só criam sentidos se inseridas num universo social, e é esse universo que coordena a relação sujeito/mundo/linguagem, pois isso se faz pelos valores sociais, pelas significações sociais, pelas avaliações pessoais. Millôr Fernandes cita o livro além de instrumento de comunicação, de linguagem, mas também de cultura e faz referência ao meio tecnológico que o mesmo está inserido e as transformações que vem sofrendo.


Na deixa da virada do milênio, anuncia-se um revolucionário conceito de tecnologia de informação, chamado de Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas - L.I.V.R.O. Ele representa um avanço fantástico na tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos, pilhas. Não necessita ser conectado a nada nem ligado.
Portátil, durável e barato, o L.I.V.R.O. é apontado como o instrumento de entretenimento e cultura do futuro. Milhares de programadores desse sistema disponibilizaram vários títulos e upgrades para a utilização na plataforma L.I.V.R.O. (Millôr Fernandes)



Sabe-se que o livro é um meio fundamental que proporciona acesso a linguagem, ao conhecimento, aos valores, a informação, e até mesmo a própria imaginação do ser humano, ademais é uma das formas mais acessíveis e democráticas ao conhecimento. Como já dizia Monteiro Lobato “Um país se faz com homens e livro”, pois o que seria de um país se não possuísse livros? Como seria a comunicação, a linguagem das pessoas? Como seriam as relações entre as pessoas? Enfim muitas outras indagações e reflexões surgem à mente quando nos referimos ao livro e a sua importância, mas a certeza de que o livro permanecera entre nós por muito tempo ainda é indubitável, seja ele na sua forma mais tradicional de brochura ou na versão moderna de e-book.



Tânia Maria Agatti Roso


Referências

Citação de Referências e Documentos Eletrônicos Disponível em: http://www.amigosdolivro.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=3689. Acesso em 17 de fevereiro de 2012.
Citação de Referências e Documentos Eletrônicos Disponível em: http://lobato.globo.com/.  Acesso em 17 de fevereiro de 2012.