2.
Turma de aplicação: 8ª série do turno da tarde da Escola
Municipal Santa Terezinha
3.
Tempo de duração: quatro períodos
4.
Recursos Utilizados: Cópia dos textos, computador, internet e
material de uso diário.
5. Objetivo geral:
Analisar as formas de escrita usadas em Chat
ou em outras ferramentas de comunicação virtual em tempo real, de forma
dinâmica, possibilitando a participação de todos os educandos.
6. Objetivos específicos:
- Discutir as vantagens e desvantagens do uso
de abreviaturas de palavras em Chat e outros meios de comunicação.
- Reconhecer abreviaturas de palavras
utilizadas nos Chat relacionando-as com a norma culta.
- Refletir sobre a importância de conhecer e
empregar a escrita na norma culta.
- Estimular a leitura, a escrita.
7. Atividades:
Inicialmente, a professora fará uma
conversação sobre o uso das redes sociais, perguntando: vocês sabem o que é
rede social, quais os sites que fazem parte das redes sociais? Para que servem
as redes sociais? Vocês utilizam as rede sociais? Quais? Qual o objetivo que
vocês possuem quando usam as redes sociais? Que linguagem é usada nas redes
sócias? A linguagem das redes sociais é diferente da linguagem que usamos na
escola, com os pais ou em um ambiente de trabalho? Por que será? Hoje iremos
trabalhar com dois textos que retratam a questão do uso das redes sociais e
a linguagem.
Então a
professora distribuirá os seguintes textos para a turma ler: “A evolução (?) da língua em tempos de Internet” e o “Texto de Arnaldo
Jabor sobre o MSN”.
A evolução (?)
da língua em tempos de Internet.
Ainda ontem eu
estava navegando pelo Orkut, matando o tempo ocioso no trabalho e mantendo
contato com amigos distantes e nem tão distantes assim, até que vi a frase “fexada para balanço” no
perfil de uma universitária de 27 anos, que freqüentou bons colégios, tirava
boas notas e enfim... por que diabos ela escrevera uma palavra tão comum e
usual assim com “X”, ao invés da forma “oficialmente correta”?!?! Ok! Todos nós
somos passíveis de erro na hora de escrever, até mesmo nas mais simples
palavras. Não estou aqui para crucificar ninguém, quando eu mesmo erro, também.
Proponho uma discussão sobre a evolução da língua.
Nunca houve dúvidas de que o
surgimento e a popularização da Internet influenciariam a maneira de nos
comunicarmos. E a revolução se deu não apenas no veículo, mas em uma série de
elementos, no qual se encontra a linguagem. Pode-se dizer que a Internet mudou
a maneira de fazer jornalismo, a maneira de dar aulas, de fazer compras e até
mesmo de compor um texto. A rede nos enroscou de tal forma que hoje em dia é
impossível imaginar o mundo sem ela. Uma das grandes "soluções"
oferecidas pela net (podemos chamá-la assim, com intimidade), os programas de
mensagem instantânea deixaram de ser mania e passaram a ser hábito. Hoje é
comum que dois vizinhos conversem via "chat", mesmo que morem lado a
lado. Além do hábito, há também a facilidade de conversar com alguém do outro
lado do mundo numa agilidade absurdamente maior que a carta e com um custo
muito mais barato que o telefone. As possibilidades são infinitas e essa
familiaridade com a escrita no mundo virtual quebra paradigmas.
Percebe-se que a rapidez na
troca de informações pela internet é muito grande. Mesmo que o internauta seja
ágil aos teclados, há sempre uma possibilidade e uma necessidade de ser mais
prático, mais veloz. Nos chats, observamos que essa eficiência é alcançada com
a mudança na forma de escrever as palavras. Também há de se considerar que
nossa forma de grafar as palavras nasceu numa época em que nem se cogitava em
sonhos a atual realidade, o que serve para analisar a necessidade de sua
evolução. Não servem as palavras para facilitarmos nossa comunicação? e se essa
"facilidade" dificultar o processo, ao invés de honrar seu nome? Aí
se encontra a problemática do assunto: A linguagem utilizada nas "salas de
bate-papo" deturpa o português universal, compreendido por quem sabe o
idioma? ou ela é apenas uma demonstração de que a evolução de nossa língua se
faz necessária e acontece de uma maneira livre, ou seja: cada um cria sua regra
e pronto, basta sair apertando as letrinhas das teclas e ir montando os fonemas
da maneira que bem convir a cada um?
Minha tendência é acreditar
na facilidade, e a padronização me parece ser a maneira mais fácil de se
estabelecer códigos para a comunicação. Imagine uma criança aprendendo a
escrever: um dia ela aprende a escrever CASA, outro dia KASA, num terceiro
KAZA... se ela morar num edifício, coitada... e pior: que tal deixarmos livre a
grafia de “sorvete de coco”? Percebeu o problema? Um simples e negligenciado
acento gráfico faz diferença. E que diferença! Por isso, acredito que o livre
uso do português, ao invés de facilitar, dificulta a comunicação. Mas sou a
favor de um uso mais flexível da nossa língua, que acolhe abreviações para dar
mais agilidade, que traz a liberdade poética para o texto comum, no intuito de
dar ritmo às frases, que descarta o português arcaico em favor da simplicidade para
ser mais inteligível.
Tudo bem, reconheço que a
questão da escrita em dias de Internet camufla vários problemas. A praticidade
e evolução da língua são, muitas vezes, usadas como desculpas de um ensino
básico sem qualidade e da preguiça mesmo. A sofisticação e a evolução são as
justificativas para assassinarmos a nossa gramática, quando, na verdade,
erra-se, muitas vezes, por desconhecimento ou preguiça. Diga-me se o argumento
de abreviar ou dar agilidade à comunicação explica o fato de se escrever
“fexada” ao invés de “fechada”... Na primeira palavra temos 6 teclas, na
segunda temos 7. Ora, que abreviação é essa? Eis a preguiça que prejudica.
O interessante é notar que,
com o passar dos anos, as pessoas navegam cada vez mais cedo nesse mar de
informações. É claro que a influência da internet e sua linguagem é maior nas
mais novas gerações, o que torna a discussão mais pertinente ainda com o passar
do tempo. Como vamos lidar com as palavras daqui para frente? Não dá para voltar
a escrever “farmácia” com “PH”, muito menos passar a escrever “fechada” com
“X”.
Texto de Arnaldo Jabor sobre o MSN
Sempre odiei o que a maioria das pessoas
fazem com os seus MSN’s.
Não estou falando desta vez dos emoticons
insuportáveis que transformaram a leitura em um jogo de decodificação, mas as
declarações de amor, saudades, empolgação traduzidas através do nick.
O espaço ‘nome’ foi criado pela Microsoft
para que você digite O NOME que lhe foi dado no batismo.
Assim seus amigos aparecem de forma ordenada
e você não tem que ficar clicando em cima dos mesmos pra descobrir que ‘Vendo
Abadá do Chiclete e Ivete’ é na verdade Tiago Carvalho, ou ‘Ainda te amo Pedro
Henrique’ é o MSN de Marcela Cordeiro. Mas a melhor parte da brincadeira é que
normalmente o nick diz muito sobre o estado de espírito e perfil da pessoa.
Portanto, toda vez que você encontrar um nick
desses por aí, pare para analisar que você já saberá tudo sobre a pessoa…
‘A-M-I-G-A-S o fim de semana foi
perfeito!!!’ acabou de entrar. Essa com certeza, assim como as amigas
piriguetes (perigosas), terminou o namoro e está encalhadona. Uma semana antes
estava com o nick ‘O fim de semana promete’. Quer mostrar pro ex e pros
peguetes (perigosos) que tem vida própria, mas a única coisa que fez no fim de
semana foi encher o rabo de Balalaika, Baikal e Velho Barreiro e beijar umas
bocas repetidas. O pior é que você conhece o casal e está no meio desse
‘tiroteio’, já que o ex dela é também conhecido seu, entra com o nick ‘Hoje tem
mais balada!’, tentando impressionar seus amigos e amigas e as novas presas de
sua mira, de que sua vida está mais do que movimentada, além de tentar fazer
raiva na ex.
‘Polly em NY’ acabou de entrar. Essa com
certeza quer que todos saibam que ela está em uma viagem bacana. Tanto que em
breve colocará uma foto da 5ª Avenida no Orkut com a legenda ‘Eu em Nova York’.
Por que ninguém bota no Orkut foto de uma viagem feita a Praia-Grande – SP ?
‘Quando Deus te desenhou ele tava namorando’
acabou de entrar. Essa pessoa provavelmente não tem nenhuma criatividade, gosto
musical e interesse por cultura. Só ouve o que está na moda e mais tocada nas
paradas de sucesso. Normalmente coloca trechos como ‘Diga que valeuuu’ ou ‘O
Asa Arreia’ na época do carnaval.
Por que a vida faz isso comigo?’ acabou de
entrar. Quando essa pessoa entrar bloqueie imediatamente. Está depressiva
porque tomou um pé na bunda e irá te chamar pra ficar falando sobre o ex.
‘ Maria Paula ocupada prá c** ‘ acabou de
entrar. Se está ocupada prá c**, por que entrou cara-pálida? Sempre que vir uma
pessoa dessas entrar, puxe papo só pra resenhar; ela não vai resistir à
janelinha azul piscando na telinha e vai mandar o
trabalho pro espaço. Com certeza.
‘Paulão, quero você acima de tudo’ acabou de
entrar. Se ama compre um apartamento e vá morar com ele. Uma dica: Mulher adora
disputar com as amigas. Quanto mais você mostrar que o tal do Paulão é tudo de
bom, maiores são as chances de você ter o olho furado pelas sua amigas
piriguetes(perigosas).
‘Marizinha no banho’ acabou de entrar. Essa
não consegue mais desgrudar do MSN. Até quando vai beber água troca seu nick
para ‘Marizinha bebendo água’. Ganhou do pai um laptop pra usar enquanto
estiver no banheiro, mas nunca tem coragem de colocar o nick ‘Marizinha
matriculando o moleque na natação’.
‘ < . ººº< . ººº< / @ || e $ $ ! ||
|-| @ >ªªª . >ªªª >’ acabou de entrar. Essa aí acha que seu nome é o
Código da Vinci pronto a ser decodificado. Cuidado ao conversar: ela pode dizer
‘q vc eh mtu déixxx, q gosta di vc mtuXXX, ti mandá um bjuXX’.
‘Galinha que persegue pato morre afogada’
acabou de entrar. Essa ai tomou um zig e está doida pra dar uma coça na
piriguete que tá dando em cima do seu ex. Quando está de bem
com a vida, costuma usar outros nicks-provérbios de Dalai Lama, Lair de Souza e
cia.
‘VENDO ingressos para a Chopada, Camarote
Vivo Festival de Verão, ABADÁ DO EVA, Bonfim Light, bate-volta da vaquejada de
Serrinha e LP’ acabou de entrar. Essa pessoa está desesperada pra ganhar um
dinheiro extra e acha que a janelinha de 200 x 115 pixels que sobe no meu
computador é espaço publicitário.
‘Me pegue pelos cabelos, sinta meu cheiro, me
jogue pelo ar, me leve pro seu banheiro…’ acabou de entrar. Sempre usa um
provérbio, trecho de música ou nick sedutores. Adora usar trechos de funk ou
pagode com duplo sentido. Está há 6 meses sem dar um tapa na macaca e está
doida prá arrumar alguém pra fazer o servicinho.
‘Danny Bananinha’ acabou de entrar. Quer de
qualquer jeito emplacar um apelido para si própria, mas todos insistem em lhe
chamar de Melecão, sua alcunha de escola. Adora se comparar a celebridades
gostosas, botar fotos tiradas por si mesma no espelho com os peitos saindo da
blusa rosa. Quer ser famosa. Mas não chegará nem a figurante do Linha Direta.
Bom é isso, se quiserem escrever alguma
mensagem, declaração ou qualquer coisa do tipo, tem o campo certo em opções
‘digitem uma mensagem pessoal para que seus contatos a vejam’ ou melhor, fica
bem embaixo do campo do nome!! Vamos facilitar!!!!
Arnaldo Jabor
Os alunos
deverão realizar a leitura e interpretação do texto, após cada aluno deverá
relatar para o grupo o que achou sobre o assunto, qual a sua opinião sobre o
mesmo, o que mais lhe chamou atenção, entre outros aspectos que achar
pertinente. Logo após realizarão as atividade de interpretação e compreensão dos textos no próprio blog (respondendo como forma de comentários).
Atividades de compreensão e interpretação
1. Qual o tema principal dos textos que vocês
leram?
2. De que forma a internet tem influenciado
no comportamento dos indivíduos?
3. Vocês são a favor ou contra o uso dessa
linguagem nas redes sociais? Por quê?
4. Por que alguns programas deixaram de ser
mania e passaram a ser hábito?
5. A internet tem se tornado muito acessível
a várias camadas sociais que influencias ou mudanças ela tem provocado na vida
das pessoas?
6. O que vocês entendem por “nome”? Por que
vocês acham que as pessoas se utilizam deste “Nicks” para expressarem
sentimentos, vontades, desejos?
7. Vocês já agiram desta forma para se
identificar?
8. O que vocês pensam sobre isto após lerem
os textos?