sábado, 22 de outubro de 2011

E por falar em leitura...

Se o professor quer ensinar a gostar de ler, deve começar a transformar a leitura numa atividade livre, pois tudo o que se faz por obrigação tende a ficar monótono. Os professores devem transformar a sala de aula em um espaço prazeroso, onde aluno e professor sejam cúmplices do saber.
O aluno, hoje possui acesso a uma multiplicidade de situações que o insere no mundo, demonstrando no cotidiano a utilidade de saber ler juntamente com o aprender. Deve-se sempre respeitar a escolha e a preferência dos alunos por determinados livros. Com o passar do tempo ouvindo a opinião dos colegas e do professor sobre determinados livros, os alunos vão se interessar pelos que ainda não leram. Por isso é fundamental que a leitura seja estimulada, orientada, fundamentada, discutida e, principalmente, que seja de forma espontânea e não “imposta” como uma obrigação ou dever.
O aluno motivado cria interesse que nem ele mesmo percebe, mas que lhe causa prazer como as histórias ambientais, os livros de aventuras, contos de fadas...; etc., pois tem a necessidade de autoafirmação e busca de ideias, conselhos e entretenimento.
Diz Richard “o exemplo e a imagem do professor exercem grande influência nos primeiros anos de escola” (Bamberger, 1991 p.165). Se o aluno se identificar com o professor que gosta de ler, certamente ele será um leitor favoravelmente influenciado. Por isso o professor precisa mostrar alguns livros seus e deixar na sala para que ele possa lê-los.
É importante e interessante que o professor também selecione alguns livros e leia antes de indicar aos seus alunos, assim descobrirá como ajudá-los a enfrentar as dificuldades que apresentam e certamente encontrará textos que deverão ser descartados.
O objetivo da escola é formar leitores capazes de compreender os diferentes textos, objetivos, ambientes, homens e situações com as quais se defrontam, sendo assim precisa-se organizar um trabalho educativo para que os educandos experimentem e aprendam isso na escola.
Portanto, a escola deve oferecer materiais de qualidade. Essa pode ser a única forma dos alunos interagirem significativamente com o texto, cuja finalidade não seja apenas a resolução de pequenos problemas do cotidiano.
Faz-se necessário, que a escola dê mais ênfase à prática de leitura, trabalhando com a diversidade textual. Pois cada ser humano tem uma história e essa história não representa apenas experiências diárias no decorrer da sua vida, mas também a inclusão desse ser numa família, numa sociedade, numa cultura, sendo que a prática da leitura ultrapassa as paredes de uma sala de aula.
O educador precisará conscientizá-los de que a leitura é algo interessante e desafiador, é algo que se for conquistado plenamente dará autonomia e independência, sendo a leitura tão importante quanto à alimentação e a saúde, as quais são requisitos essenciais para a sobrevivência da espécie humana.
A escola deve respeitar a leitura de cada aluno, ela não pode exigir que a classe toda leia o mesmo livro, é interessante que tenham contato com variedades de obras, textos, personagens, enfim que o mundo da leitura seja amplo, conforme vemos em Suassuna (2004): “A leitura, conforme vem sendo encaminhada na escola, não cumpre suas mais fundamentais funções. Nem mesmo a lúdica, posto que a leitura imposta, “para nota”, com objetivos previamente traçados mata qualquer tipo de prazer que o desvelamento do texto escrito pudesse causar. (p.51)”.
 Tânia Maria Agatti Roso
 Referências
BAMBERG, Richard. Como incentivar o hábito da leitura. 3ª ed. São Paulo, Ática, 1991.
KLEIMAN, Ângela. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. 9ª ed. São Paulo, Pontes, 2004.
PCNs. Parâmetros Curriculares Nacionais Língua Portuguesa. Secretaria de educação Fundamental – Brasília, 44p.
SUASSUNA, Lívia. Ensino da língua portuguesa: uma abordagem. 7ª ed. São Paulo, Papirus, 2004.




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